quinta-feira, 29 de abril de 2010

PIERRE CLATRES- A SOCIEDADE CONTRA O ESTADO




A sociedade contra o Estado é uma obra do autor Pierre Clatres, no qual se discute a questao do poder nas sociedades primitivas.

Sua forte crítica a visão ate entao dominante, de que a civilização européia era superior a qualquer outro sistema de sociedades , foi ao pouco substituída pela noção e reconhecimento de diferenças sócio-culturais.

No texto, temos a questao dos índios da América do Sul, que desde o século XVI foram denominados como " selvagens" pela civilização européia .

No decorrer dos anos a visáo do europeu sobre estas tribos é de que eram sociedade pouco desenvolvidas ou " primitivas" por não possuírem um Estado. Esta visão serviria também para legitimar suas ações violentas contra as tribos existentes.

Pierre Clastres procurou descontruir a idéia de que todas as sociedades necessitam da figura do Estado para sobreviver e que necessariamente todas as sociedades acabam evoluindo de um sistema tribal para sistemas mais hierárquicos. Desta forma, desconstruiu toda idéia de " destino imutável" no qual toda tribo deveria passar.

Nessas sociedades "dita primitivas" nao existe a figura do estado, nao por falta de conhecimento e sim pela recusa de uma hierarquia. O domínio do meio natural atende perfeitamente as necessidades da sociedade, a " tecnologia" é compatível com o seu modo de vida. Os indios valorizavam todas formas de laser, isso era o mais importante em suas vidas. A própria tribo cria mecanismos que impedem o aparecimento de chefes ou líderes. Sendo assim, a noção de que o Estado é necessário para o equilíbrio da sociedade é contrariada pelo fato de que estas sociedades configuram-se como verdadeiros sostemas civilizados, onde a divisão da sociedade entre dominantes e dominados é impedido em favor do bem estar de todos.

Nao foi possível avaliar o andamento destas tribos, ja que, seu modo de vida foi violentamente abortado. Desta forma, o homem branco impôs à essas sociedades nao só seu modo " civilizado" de viver mas também a forma de como elas seriam conhecidas, ou seja, sob a denominação de "sociedades primitivas".